segunda-feira, 23 de outubro de 2017
DNA: Origem de produtos
Se a descoberta de um princípio transformante por Griffith, seguida pela conclusão que esse princípio transformante era o DNA por Avery, cuja estrutura fora elucidada por Watson e Crick, foram informações impactantes no mundo da biologia, talvez naquele tempo jamais se pensasse que elas fossem ser base para inúmeras aplicações que causassem um impacto ainda maior. O entendimento dos processos bioquímicos que envolviam o DNA lançou essas luzes para o grande número de aplicações do mesmo.
O DNA, abreviação em inglês de ácido desoxirribonucleico, contém arranjos de informações que determinam dados fenotípicos de um organismo, que podem ser observados em nível macroscópico ou molecular. O DNA é um polímero que tem combinações de monômeros chamados nucleosídeos monofosfatos, denominados Adenosina, Citidina, Guanosina e Timidina, que continham as respectivas bases nitrogenadas. Tais combinações dão origem a sequências denominadas genes, que carregam informação relacionada a uma proteína que exercerá uma função no organismo.
Até aí, não havia novidade. A novidade talvez fosse que uma determinada sequência de DNA pudesse ser colocada num organismo que ele naturalmente não ocorria. O que isso poderia causar?
Seria possível? Ou seria algo irreal? Para surpresa da comunidade científica isso foi possível inicialmente com a produção da Insulina humana em células de E. coli. Como uma proteína humana pôde ser produzida em uma bactéria? Essa proteína seria idêntica? Seria possível produzir qualquer proteína em bactérias? As mesmas atendiam requisitos para um processo industrial economicamente viável e com o produto seguro? As informações genéticas dentro de um (por exemplo) plasmídeo eram suficientes para a a efetiva transcrição e tradução da proteína? Ou seria necessário utilizar outros sistemas celulares para atingir o objetivo com os respectivos cuidados a fim de produzir uma certa proteína? Essas perguntas diridiram de certa forma a pesquisa e o desenvolvimento dessa vibrante área aplicada à saúde humana, que foram os medicamentos biológicos. O que mais viria pela frente?
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Assim como o projeto genoma, o desenvolvimento de fármacos apartir de DNA, e promissor. E futuramente teremos os melhoras tratamento à partir da biotecnologia. Parabéns pelo blog, Mr Sanclayver.
ResponderExcluirObrigado Ciro! Continue nos acompanhando e nos dando sugestões!
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