Quando se estuda uma disciplina chamada Farmacognosia, aprende-se três termos que por vezes são confundidos: DROGA, FÁRMACO e MEDICAMENTO. Não poucas vezes se ouve: "comprimidos são fármacos", "Ácido acetilsalicílico é um medicamento", ou "Diclofenaco é uma droga". Não há prejuízo de compreensão, mas há prejuízo de conceitos.
Droga - Parte, órgão ou produto derivado de um animal ou vegetal, que passou por processo de coleta e estabilização.
Fármaco - é a substância quimicamente caracterizada, que exerce o efeito farmacológico.
Medicamento - Produto Tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico
Por vezes em farmacologia se usa de modo intercambiável o termo droga e fármaco. Nesse contexto acabou se convencionando dizer: "droga anti-inflamatória". Vale a pena o raciocínio.
A droga, do ponto de vista farmacêutico é um produto complexo. Como parte de um animal ou vegetal, é difícil dizer exatamente sua real coimposição. Exemplo: Podemos afirmar que uma folha de Ginkgo biloba é a mesma coisa que Flavonóides, ou que uma amostra de Ginkgo biloba tem 25% de Flavonóides? Se a primeira parte da frase for verdade, então significa que não existe celulose, ligninas, ou outros compostos, mas apenas flavonóides. Isso não é correto.
Tomemos como exemplo a Morfina, alcaloide com ação analgésica extraído da planta Papaver somniferum. É uma substância extraída do ópio, resina da flor da respectiva planta, logo, uma mistura complexa. A morfina está no ópio. Mas a morfina não é o ópio. Sua estrutura química é conhecida, bem como se conhece os seus efeitos farmacológicos. O fato de a morfina ser uma entidade química dá a certeza de quem é o sujeito da ação farmacológica, o que no ópio, não poderíamos afirmar se seu efeito seria somente relacionado à morfina, considerando as outras substâncias naturalmente presentes ali.
A morfina, porém, não é administrada como o pó do princípio ativo a um paciente. Ela tem uma forma. para alguns, ela é administrada como um comprimido. Para outros, como uma solução injetável, dependendo da situação. A mesma morfina é apresentada ao paciente de diferentes formas. A essa apresentação, chamamos de medicamento, ou como dita no meio farmacêutico, forma farmacêutica, que é o tal produto tecnicamente obtido. No medicamento tem-se o princípio ativo, mas existem outras substâncias que vão ajudar a ser melhor absorvido pelo organismo por um mecanismo particular, que envolvem diversos princípios físico-químicos.
Na conversa com o paciente, infelizmente, toda essa discussão é inútil. Contudo, dentro das conversas técnicas, faz-se míster ter uma compreensão e aplicação correta dessa terminologia, a fim de uma harmonização ainda maior.
Tomemos como exemplo a Morfina, alcaloide com ação analgésica extraído da planta Papaver somniferum. É uma substância extraída do ópio, resina da flor da respectiva planta, logo, uma mistura complexa. A morfina está no ópio. Mas a morfina não é o ópio. Sua estrutura química é conhecida, bem como se conhece os seus efeitos farmacológicos. O fato de a morfina ser uma entidade química dá a certeza de quem é o sujeito da ação farmacológica, o que no ópio, não poderíamos afirmar se seu efeito seria somente relacionado à morfina, considerando as outras substâncias naturalmente presentes ali.
A morfina, porém, não é administrada como o pó do princípio ativo a um paciente. Ela tem uma forma. para alguns, ela é administrada como um comprimido. Para outros, como uma solução injetável, dependendo da situação. A mesma morfina é apresentada ao paciente de diferentes formas. A essa apresentação, chamamos de medicamento, ou como dita no meio farmacêutico, forma farmacêutica, que é o tal produto tecnicamente obtido. No medicamento tem-se o princípio ativo, mas existem outras substâncias que vão ajudar a ser melhor absorvido pelo organismo por um mecanismo particular, que envolvem diversos princípios físico-químicos.
Na conversa com o paciente, infelizmente, toda essa discussão é inútil. Contudo, dentro das conversas técnicas, faz-se míster ter uma compreensão e aplicação correta dessa terminologia, a fim de uma harmonização ainda maior.

Como professora de Farmacognosia acho de grande valia a diferenciação. Sempre trabalho os aspectos conceituais. Confundem Fitoterápicos com homeopáticos. Acham que própolis é droga vegetal, que o ômega 3 é um fitofarmaco e que existe alimentos fitoterápicos. Fora outros conceitos errôneos usados na área do "emagrecimento rápido". Parabéns pelo texto.
ResponderExcluirOlá Francie! Agradeço o comentário e prestígio para nosso Blog. Sinta-se a vontade de sugerir temas.
ExcluirMuito obrigado
Excelente e compreensivo! Obrigada!
ResponderExcluirEu que agradeço sua participação Jane! Volte sempre!
ExcluirAdorei o post inclusive os comentários. 👏
ResponderExcluirObrigado Jean! Esperamos que tenha sido útil. Continue nos seguindo!
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